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Sobre este Guia

Para quem é este guia?

Este guia foi pensado para apoiar diferentes perfis dentro de um time de produto digital:

  • Pessoas desenvolvedoras (Dev)
    Que precisam checar rapidamente se componentes, páginas e fluxos estão atendendo requisitos mínimos de acessibilidade antes do deploy.

  • Pessoas de UX/UI / Design
    Que estão prototipando telas e querem garantir desde o início bom contraste, foco visível, hierarquia de informação e interações acessíveis (toque, teclado, movimento etc.).

  • Pessoas de Conteúdo
    Que produzem textos, imagens, vídeos e documentos e precisam de apoio para escrever em linguagem simples, criar descrições alternativas e organizar links e anexos de forma acessível.

  • Pessoas de Gestão / Coordenação
    Que definem prioridades, metas, Definition of Done (DoD) e precisam incluir acessibilidade como critério de qualidade, não apenas como “melhoria futura”.

  • Qualidade / Testes (QA)
    Que realizam verificações funcionais e não funcionais e podem usar os checklists e ferramentas aqui descritos para planejar casos de teste relacionados à acessibilidade.

Glossário rápido

Alguns termos usados ao longo do guia:

  • A11y
    Abreviação de accessibility: as letras “a” e “y” com 11 letras no meio. Usada como atalho para falar de acessibilidade digital.

  • WCAG
    Web Content Accessibility Guidelines. Conjunto de diretrizes internacionais mantidas pelo W3C para tornar conteúdos web mais acessíveis (no guia, usamos principalmente a WCAG 2.2 nível AA).

  • SC (Success Criterion / Critério de Sucesso)
    É cada requisito específico dentro da WCAG (ex.: 1.4.3 Contraste (mínimo), 2.1.1 Teclado, 3.3.7 Assistência na autenticação).

  • ARIA / WAI-ARIA
    Conjunto de atributos usados para melhorar a acessibilidade de componentes ricos (menus, modais, carrosséis etc.), principalmente para leitores de tela. Devem complementar, e não substituir, HTML semântico.

  • APG (Authoring Practices Guide)
    Guia de boas práticas do W3C que mostra padrões recomendados de comportamento para componentes acessíveis (como deve se comportar um menu, um diálogo, um acordeão, etc.).

  • DoD (Definition of Done)
    Lista de critérios que uma tarefa precisa cumprir para ser considerada “pronta”. Quando incluímos acessibilidade no DoD, ela deixa de ser “extra” e passa a ser parte da qualidade mínima.

  • NBR 17225 / NBR 17060
    Normas ABNT que tratam de acessibilidade em serviços digitais web (17225) e aplicativos móveis (17060). Este guia se apoia nessas normas junto com a WCAG 2.2.

Limitações deste guia

Apesar de buscar ser prático e alinhado às normas, este guia não cobre tudo que envolve acessibilidade. Em especial:

  • Foco em acessibilidade digital
    O conteúdo aqui trata de interfaces e serviços digitais (web e mobile).
    Não aborda em detalhe acessibilidade física/predial, sinalização urbana, transporte, mobiliário etc.

  • Não substitui avaliação com pessoas usuárias
    Os checklists e ferramentas ajudam a encontrar muitos problemas, mas não substituem testes com pessoas com deficiência e outros perfis de usuários.

  • Não é laudo ou certificação
    Este guia apoia o time a melhorar a acessibilidade, mas não é um laudo oficial nem uma certificação de conformidade. Em contextos formais, pode ser necessário o trabalho de especialistas externos.

  • Escopo dinâmico
    Normas e diretrizes (como WCAG e NBR) evoluem com o tempo. Este material é uma fotografia de um momento e pode precisar de revisões futuras para acompanhar novas versões.

Mesmo com essas limitações, usar este guia de forma consistente já representa um avanço significativo na inclusão e na qualidade de produtos digitais.